A “comunicação” do casal e o “sexo”. Erros X Acertos.

By 4 de agosto de 2017Karoll Chamone

Você já parou pra pensar o porquê de muitas relações não darem certo?

Observe que em nosso desenvolvimento como criança, adolescente e jovem, nós adquirimos determinados vícios de comunicação, e estes vícios quando vem à tona no convívio com outro alguém e não foram trabalhados, geram uma cobrança excessiva e individualista de razão.

Fica fácil vislumbrar quando um dos cônjuges tenta encaixar o outro naquilo que sempre idealizou, e acaba estragando ainda mais as coisas, isso afasta as probabilidades dele mesmo aprender um novo tipo de comunicação natural e autêntica, dando margem a falta de compreensão de ambas as partes.

Desde pequenos somos ensinados a corrigir  “erros” com base em determinado juízo de valor próprio e quem não atende a nossas expectativas, quem não supre o que queremos, nossas necessidades são considerados “os errados”, por não participarem dos mesmos ideais. Não aprendemos a nos comunicar, distinguir assuntos, somos imediatistas e ordenamos demais… Não sabemos pedir, nos retratar, e quem dirá respeitar o próximo.

Muitas vezes somos e crescemos agressivos demais, sentindo uma culpa imensa mas logo procuramos esconder a todo custo essa culpa, e rapidamente temos facilidade em culpar o outro. Sabemos como seres humanos reclamar demasiadamente e diversas vezes plantamos discórdia quando queremos impor a qualquer custo que o outro aja como nós mesmos, sendo que nem mesmo nós conseguimos suprir com exatidão, as nossas próprias expectativas.

Tudo isso gera um transtorno emocional negativo de pesar e violência psicológica, muitas vezes comprometendo além do nosso estado emocional, a nossa vida, nossa vida com o cônjuge, a afetividade sexual e outros aspectos ao nos condicionar a um péssimo nível de qualidade de vida em grande escala afetando drasticamente a sintonia sexual de inúmeros casais. Isso desencadeia uma vida rodeada de sentimentos ofensivos em alto grau e risco, à nossa própria saúde afetiva.

A boa notícia é que existe uma solução para que possamos aprender a nos comunicar, sim até porque tudo se aprende, e esta alternativa se dá por uma negociação conectada ao cônjuge e cheia de colaboração. Contudo o objetivo deste aprendizado é realmente se comunicar com uma linguagem integrada e afetuosa, ou seja, visando a aproximação do outro. Sem ofensas ou sem afastá-lo do diálogo.

Vamos por etapas:

Como lidar com a inteligência emocional de forma a equilibrar à sua inteligência intelectual. Dois tipo de inteligência que atuam na comunicação:

Inteligência Intelectual gera:

Ameaça

Manipulação
Exigência
Castigo
Defesa
Acusação
Humilhação
Autoritarismo
Culpabilização
Juízos de valor
Punição
Violência
Falta de escolha

X

Inteligência Emocional gera:

Responsabilização
Respeito
Consciencialização
Escuta
Autenticidade
Verdade
Empatia
Resolução de conflito
Satisfação de necessidades
Possibilidade de escolha
Crescimento pessoal.

Agora você se pergunta: Qual sua intenção quando você se expressa?
Você tenta se aproximar do outro ou quer apenas ter razão? Deseja a mudança do outro, mas só o critica? Quando você só aponta o dedo e critica constante o outro, este ato que se instala e se acontece sempre é algo bem destrutivo. Você se lembra de algum momento onde sentiu necessidade em se justificar? Quando a situação é de conflito e está desequilibrada, fica difícil não existirem justificativas, pois a justificativa surge na tentativa de mostrar que alguém ali se sente injustiçado, porém é perigosa pois pode gerar vitimização.

Contudo é totalmente possível conversar sem acusações e justificativas. Como é possível?

Comunicando de maneira bilateral, ou seja num diálogo, e não em um monólogo, pense e diga as palavras com calma e de forma mais autêntica possível através de seus sentimentos e necessidades. A ira, só fará você consumir energia de maneira errada e afetará o outro que está recebendo o que você tem a dizer.

Seja tolerante, mas lembre-se: A tolerância só pode ser adquirida, ao superar uma questão que tira você do sério. Ou seja, para você aprender a ser, terá de passar, vivenciar e superar algo até realmente conseguir se controlar. Quando isto ocorrer você alcançará um nível acima de suas capacidades mentais, e assim aprenderá a ser mais branda, mais paciente e consequentemente será tolerante.

Observe as ações que estão a acontecer e que afetam o seu bem estar e diga ao outro.

Identifique e expresse os seus sentimentos, seja verdadeira com você mesma e com o outro: Como você se sente em relação ao que ocorre. Como o outro também sente a esse fato?

Identifique e expresse as suas necessidades: quando elas geram algum sentimento em você, seja ruim ou não, expresse isso pausadamente.
Pense um pouco sobre o que a outra pessoa precisa e se disponha a ajudar.

Lembre-se: Só podemos ajudar quem quer ser ajudado.

Quais são as necessidades que estão escondidas atrás desses sentimentos de ambas as partes?

Converse sem trazer à tona a agressividade e se posicione perante a adaptação que você pretende com o outro, que ações pretendem tomar a partir da ciência das conversas? Vocês precisam saber que só poderão tomar decisões se houver o reconhecimento delas e se quiserem mesmo se adaptar a terem uma boa comunicação.

Procure sempre escutar e compreender o outro com empatia. Sem julgamentos atrelados somente a seu juízo de valor. Saiba aceitar um ponto de vista diferente do seu.

A comunicação autêntica é aquela verdadeira, sem fingimentos, ter empatia não é se passar por “boazinha” apenas, ou tentar se passar por heroína. Quando você faz isso você manipula o outro não dando a ele escolhas para crescer e se posicionar ao que está sendo tratado entre voces.

Lembre-se, mesmo que se deparar com julgamentos seus, se conscientize que eles não são fatos reais, saiba diferenciar isto. Se pensa algo de alguém, pergunte até sanar as dúvidas, e explique com clareza sua pretenção, não esconda seus próprios desejos e necessidades para evitar conflito, isso faz um mal danado a você, seja verdadeira e converse como gostaria que conversassem com você.

Não perceber quando é a hora de “calar” e também de “não agir” pode levar a erros fatais.

A comunicação com empatia requer educação, treinamento e esforço mútuo, de preferência envolvendo pessoas mais próximas. Você precisará deixar os vícios de lado e a vontade de se justificar de tudo contra todos também, você precisa aprender a respeitar a opinião, mesmo que não concorde com ela. De início poderá ser extremamente desafiador, porém, desafio dado é desafio cumprido, e com o tempo a comunicação fluirá de forma a desassociar as relações conflituosas e objetivar as relações pacíficas com reciprocidade e compreensão.

Gostou? Agora quero que você me diga qual a sua experiência quanto a este assunto? Como anda a comunicação dentro do seu lar? O que você faz para amenizar os conflitos, vem cá repartir comigo sua vivência, vou amar trocar esta experiência com você!

Beijos da Karoll Chamone

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