Relacionamento não é fácil, porém cada casal constrói o seu, certo?

By 10 de março de 2017Karoll Chamone
Casamento, namoro, convívio a dois

A palavra relacionamento hoje em dia assusta muitas pessoas. Sabemos que ninguém é igual a ninguém e ao observarmos as afinidades e incompatibilidades de cada ser humano detalhadamente, vamos perceber que elas sempre existirão.
Sabemos que somos únicos em nossas particularidades, e com isso podemos afirmar que conviver é um ato sempre desafiador e misterioso. Assim como as diferenças fazem parte da vida de todas as pessoas em sociedade, conviver uns com os outros também faz parte.

Num relacionamento a dois, quando a relação se torna íntima e amorosa é normal que as divergências sejam mais evidentes e tragam mais desafios importantes para um aprendizado de boa convivência no lar. Por este motivo não podemos esquecer que tudo dentro do casamento gira em torno de duas personalidades com bagagens extremamente diferentes adquiridas ao vivenciarem contextos muitas vezes opostos, incluindo crenças, cultura e valores de uma educação com princípios divergentes, e mesmo assim essas duas personalidades decidem viver juntas, sob o mesmo teto.

Perante os aspectos de um relacionamento afetivo, há um momento na vida de uma mulher adulta em que ela se depara com um posicionamento que virá dela mesma, ou seja, tomar a real decisão se ela vai optar em casar ou não. Mesmo ela não estando num relacionamento sério, é necessário que ela saiba que tipo de compromisso deseja ter na vida, para deixar isso bem claro ao se relacionar com alguém; é claro que isto também é com tempo, porém esta atitude é algo importante, para pautar as futuras relações e evitar algumas decepções.

 

Inúmeras fantasias sobre a verdadeira ideia do que é o casamento, podem acabar atrapalhando a escolha de algumas pessoas que pretendiam constituir matrimônio. Realmente, não é nada fácil dividir a vida uma outra pessoa, mas isso não quer dizer que a tarefa seja impossível, especialmente quando há uma base de sentimentos envolvidos.
Por outro lado, não dá para esperar viver um conto de fadas, fantasiando o que não existe.

A relação afetiva é formada por duas pessoas totalmente diferentes, que possuem além de qualidades, defeitos, e desta maneira, não podem ser vistas ou cobradas como pessoas perfeitas. Precisamos de grande esforço para lidar com as diferenças em qualquer tipo de relação, ainda mais no casamento, e é interessante observar que são as diferenças que nos fazem crescer e nos tornar mais amáveis, tolerantes uns com os outros, para amadurecimento. Você já parou pra pensar que se convivêssemos somente com pessoas iguais a nós não teríamos nada a aprender e a acrescentar na vida um do outro, assim esse é um aprendizado que promove crescimento em todas as áreas da vida.

A harmonia e equilíbrio que procuramos adquirir no decorrer da vida com o cônjuge, vai nos levar a um patamar de estabilidade na relação a dois, mas precisamos entender que para adquirir este patamar, é importante aceitar seu cônjuge como ele é, devendo ele também fazer o mesmo em relação a você, pois a transformação que a convivência trás a ambos acontece aos poucos, e é uma construção.

 

É fundamental desenvolver a capacidade de colocar limites para o casal chegar a um acordo que satisfaça ambos, caso contrário um acabará cedendo sempre mais do que o outro, e isso faz com que um se sinta sempre lesado.

A assertividade cria uma boa condição para negociar na relação. Você precisa saber realmente o que deseja obter com cada atitude sua. Esse posicionamento exige autoconhecimento e autoconfiança, para saber como isso irá refletir no outro. Pois cada ação gera uma reação.

O grau de autoconfiança de uma pessoa é medido por sua autoestima. A falta de autoestima equilibrada e a falta de confiança em si mesma dentro de uma relação, pode trazer características muito ruins a você, como a carência afetiva, o medo de não ser amada, o medo da mudança, de cometer erros, o medo da solidão, de assumir compromissos e responsabilidades, muitas vezes fazendo você perder até mesmo a vontade de progredir. Dessa maneira a pessoa acaba neutralizando sua própria vontade, passando a ser gerida pelo outro e essa dependência causa grande estrago nas relações. Por este motivo a importância do autoconhecimento e do aprimoramento da autoestima pessoal é imprescindível num todo.

Como conseguir ampliar a tolerância e adquirir paciência para considerar as diferenças, tomar decisões admitindo e respeitando até mesmo as opiniões contrárias, de quem convive com você? Neste patamar é enriquecedor usar a tolerância e a razão na resolução das questões da vida a dois, elas auxiliam muito a convivência e representa um grande ganho pessoal. Quando o objetivo é conviver em harmonia, podemos ampliar e modificar nossa tolerância e nossa paciência, nos tornando pessoas melhores. Sem contar que nos fazemos aptos a enfrentar outros tipos de dificuldades não só dentro de casa, mas na família, no trabalho e em qualquer situação que tivermos que enfrentar.

Ninguém tem prazer em conviver com uma pessoa egocêntrica, sempre cheia de razão ou, individualista, e também no outro eixo, sem autenticidade e até mesmo subordinada. Uma convivência harmônica é a consequência de seus princípios básicos de educação, respeito, de amizade e da consideração por si mesma e pelo outro. Pense nisso!

Karoll Chamone

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